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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A crise dos jornais impressos é de conteúdo...



por Eduardo Tessler (para o Meio & Mensagem

Não há encontro internacional de jornalismo em que não se cite o The New York Times como exemplo de um meio tradicional que soube se reinventar. São tantos os acertos e a quantidade de casos de sucesso, que fica quase impossível falar de inovação em meios de comunicação sem falar da “Velha Senhora”, com seus mais de 160 anos de idade.

Mas atenção: nem mesmo o “benchmark” mais conhecido do mundo conseguiu promover a virada estratégica, ou seja, passar a ter mais receitas originadas no Digital do que no Papel. Mais de 50% do dinheiro que paga as contas do The NYT ainda vem das páginas do impresso. A mudança importante, porém, veio da fonte de recursos, não da plataforma: mais de 60% das receitas chegam por investimento da audiência e menos de 30% de publicidade. Isso quebra a lógica perversa que mantinha as empresas de comunicação pelo mundo.

A dependência da publicidade, ainda realidade em 99% dos meios de comunicação do Brasil, tem riscos enormes. Pior, se o anunciante for governo – como é habitual em cidades pequenas – a separação Igreja/Estado costuma não funcionar. E a qualidade do conteúdo, ao fim e ao cabo o maior ativo de uma empresa de comunicação, vai por água abaixo.

A estratégia do The NYT é simples – e pode ser copiada por qualquer meio de comunicação: o conteúdo publicado nas plataformas disponíveis (impresso, digital, podcast, vídeos, redes sociais) precisa ser ótimo. Precisa ter muita qualidade. Precisa ser tão bom (e exclusivo) que uma pessoa pagaria para recebê-lo. Simples assim. É claro que qualidade custa caro. E boa opinião também. Mas não há como vender conteúdo commodity ou opinião “meia-boca”. Isso não tem valor algum.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO MEIO & MENSAGEM AQUI

sábado, 6 de maio de 2017

Pra quem chegou agora... Veja como o New York Times era feito bem antes da Terra Prometida dos profetas Steve Jobs e Bill Gates. Os dias dos jornalistas eram assim...




Fotos Library of Congress

Em 1942, o mundo estava bem longe de receber as tábuas com os algoritmos, softs e hardcores de Steve Jobs, Bill Gates e outros visionários.

O computador ainda não havia descido da montanha.

O site Mashable publica uma série de fotos da Biblioteca do Congresso, em Washington, que mostra a redação, as ferramentas, as vestimentas, as oficinas e o ambiente à disposição dos jornalistas.

É algo inimaginável para as gerações multimídia. Viaje nesse tempo.

CLIQUE AQUI PARA VER MAIS FOTOS
 

quinta-feira, 16 de março de 2017

A MÍDIA E A MÉDIA: QUANDO A NOTÍCIA PROVOCA SOFRÊNCIA NOS EDITORES DOS PRINCIPAIS JORNAIS

por Flávio Sépia
Os principais jornais brasileiros, em sintonia com a especulação financeira, apoiam as reformas com que o "presidente" Temer quer empalar os brasileiros. 
Isso é óbvio, isso não é novidade. Afinal, manobraram para colocar o ilegítimo lá precisamente para fazer esse e outros trabalhos sujos em matéria de supressão de direitos. 
Ao exaltar essa tarefa em comentário sobre as manifestações de ontem, um colunista chama Temer, hoje, de estadista, com todas as letras, sem vergonha. 
Há fatos que incomodam a quem deve noticiá-los. Vários dos jornais abaixo - e isso é histórico - omitiram até onde puderam a campanha pelas Diretas Já, nos anos 1980. Na época não havia internet, ficava mais fácil. Atualmente, com a força das redes sociais é impossível ignorar acontecimentos desse tipo por mais que gostassem de não vê-los. Resta a alguns veículos da mídia dominante usar de recursos para minimizar os protestos. Desde a decisão editorial de quase escondê-los na primeira página ao já manjado macete de destacar a "violência" ou os "transtornos" à população na tentativa de estigmatizar um ato democrático. 
Em São Paulo, a propósito, um repórter de TV quebrou a cara ao tentar arrancar de um usuário do metrô que ia para o trabalho um comentário negativo sobre a paralisação. Foi surpreendido ao ouvir do trabalhador a declaração de que apoiava totalmente os manifestantes e lamentava não poder participar naquele momento. 
Veja, abaixo, primeiras páginas de jornais brasileiros - registre-se que alguns escaparam do vexame -, e confira parte da repercussão internacional dos protestos.

A Folha abriu a foto da Av. Paulista, foi neutra no título
e enfatizou no texto de abertura os transtornos e o vandalismo. 


O Globo deu a foto na Presidente Vargas na metade inferior da página. O título é
neutro mas o subtítulo destaca a pós-verdade de Temer. Segundo o "presidente" a reforma vai evitar o "colapso" da Previdência, o que é uma fantasia neo-liberal desmoralizada por vários especialistas que identificam desvios de verbas do setor e sonegação de empresas como os verdadeiros fatores do alegando "rombo". 

O Estadão assumiu o cinismo jornalistico. Para o jornalão,
a foto da escada parada foi o "must" e o título prefere destacar que
o protesto "travou" São Paulo. O que ficou travada foi a honestidade
intelectual que se diluiu na prioridade à não-notícia, a que está em "gestação", 

no título do alto da  página com a urgente "revelação' de que o governo 
"estuda" aumento de combustível... 

Para o Extra, os protestos mereceram a notinha que
os condena: "Manifestações terminam em confusão".
O Dia reconheceu a importância da notícia.

O Liberal não brigou com a notícia. 

O Agora deu praticamente o mesmo peso às manifestações e aos "prejuízos"
e tentou suitar a notícia: diz que supostamente Temer fará "adaptações" nas reformas,
o que, vá lá, é bem difícil a essa altura já que o "presidente" tem
que entregar a tarefa aos conspiradores que o levaram ao Planalto.  

A Tarde foi moderada, não agrediu o fato. 

O Correio Braziliense fez uma primeira página do tipo "sem querer
querendo", quase escondeu.


A Folha de Londrina, da terra da Lava Jato, mostrou os protestos
e o "vandalismo". E, para amenizar, deu a palavra a Temer no texto de abertura.

O Hoje em Dia fez a correlação entre a "pressão nas ruas"
e a lista de Janot que atinge exatamente os arautos da criminosa
supressão dos direitos trabalhistas e previdenciários. Deduz-se
que, em matéria de reformas, certos políticos só deviam
fazer as das próprias celas.    

O Diário do Nordeste abusou da parcialidade: a foto
é um 'selo' e a nota é milimétrica.. 
O Povo foi mais fiel à relevância da notícia. 

O Zero Hora deu uma chamadinha de leve e correu pro chimarrão.


A IMPRENSA INTERNACIONAL REPERCUTIU
AS MANIFESTAÇÕES DE ONTEM E NÃO DEIXOU DE REGISTRAR QUE OS PROTESTOS
NÃO SÃO APENAS CONTRA AS REFORMAS
MAS CONTRA O "REFORMADOR"
E  O POVO NAS RUAS TAMBÉM
PEDE ELEIÇÕES GERAIS, JÁ.






quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Deu empate: circulação digital de jornais cresce 20%. Impresso cai em 20%...

Após adotar paywall, jornais brasileiros batem recorde de audiência e vendem cada vez mais assinaturas digitais

por Marina Estarque (do blog Jornalismo nas Américas)
Ao contrário do que se podia imaginar, a implementação do paywall -- barreira que restringe o acesso dos usuários não pagantes aos sites -- contribuiu para disparar a audiência dos grandes jornais brasileiros, que têm registrado também um significativo aumento na venda de assinaturas digitais.

Segundo executivos de jornais entrevistados pelo Centro Knight, a adoção deste "muro de pagamento" teve impactos na mentalidade e no funcionamento das redações, e tem alterado o modelo de financiamento do negócio e o perfil dos leitores, com reflexos na linha editorial das publicações.

De 2014 para 2015, a média das assinaturas digitais cresceu 27%, enquanto a média de circulação paga dos jornais impressos caiu 13%, de acordo com o Instituto Verificador de Comunicação (IVC), que há décadas certifica a tiragem dos jornais e mais recentemente começou a conferir também a circulação digital.

Em setembro de 2016, as assinaturas digitais de 33 jornais com edições online monitoradas pelo IVC chegaram a 818.873, um número 20% maior do que a média de 2015. No mesmo período, a circulação impressa caiu quase 20%, chegando a cerca de 2,6 milhões de exemplares vendidos no Brasil.

A Folha de S. Paulo, um dos primeiros jornais brasileiros a implementar o paywall, em 2012, anunciou, em agosto de 2016, que a sua circulação digital ultrapassou a impressa. Em setembro de 2016, o jornal vendeu 164 mil edições digitais e 151 mil impressas. O Globo também está bem próximo dessa transição: com 150 mil de circulação digital e 163 mil impressa, de acordo com o IVC.

"Essa é a tendência. Para todos os jornais, mesmo os regionais", disse ao Centro Knight o presidente do IVC, Pedro Silva. De fato, jornais como Correio Braziliense e o O Tempo (de Belo Horizonte) tiveram crescimentos de circulação digital de 76% e 87%, respectivamente, entre 2014 e 2015.

A implementação do paywall é uma das principais explicações para o aumento do número de assinantes digitais, segundo especialistas. "Ele incentiva o leitor a se tornar cliente", afirmou Silva.

Segundo o diretor de circulação e marketing da Folha, Murilo Bussab, o jornal tinha 297 mil assinaturas, somando impresso e digital, em 2012, quando o paywall foi instalado. Em setembro de 2016, esse total chegou a 315 mil, apesar da queda de circulação do impresso.

"Tem gente que deixa de assinar o impresso permanentemente, tem gente que sai do impresso e vai para o digital, e tem outros que começam já direto pelo digital. Então conseguimos manter a circulação, e ter um pequeno ganho, de 18 mil assinantes, desde 2012", afirmou Bussab ao Centro Knight.

Além de aumentar a circulação digital paga, o paywall gerou também um aumento da audiência. De acordo com presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, que é também o vice-presidente Editorial do Grupo RBS, os jornais brasileiros têm hoje a maior audiência da sua história. "Quando somamos circulação digital e impressa, a audiência mobile e desktop, nunca se leu tanto jornal no Brasil", disse Rech ao Centro Knight.

Modelo poroso

O modelo de paywall adotado pela maioria dos jornais brasileiros é conhecido como "poroso" ou "flexível", pois permite ao usuário não-assinante ler um número restrito de matérias por mês de forma gratuita. Caso queira ler mais textos, o usuário precisa pagar a assinatura.

É considerado um modelo inteligente, por não afastar totalmente os leitores (como um paywall rígido ou hard wall) e garantir, assim, uma audiência significativa para anúncios.

"Houve várias experiências que fracassaram de hard walls, de fechar 100%. E foi um desastre porque não permitia uma convivência com o conteúdo. O New York Times deu projeção a esse paywall poroso, que possibilita gerar o hábito da leitura e ir convertendo aos poucos os assinantes, à medida que eles vão batendo no muro", disse Rech, da ANJ.

Para Bussab, o paywall foi "um divisor de águas" da indústria brasileira. "O paywall tem uma história muito boa. Quando instalamos, na Folha, tudo levava a crer que perderíamos audiência, porque, por mais flexível que seja, o paywall é um limitador. A pessoa pode pensar: 'se tem que pagar eu vou deixar de ler'. Só que, quando colocamos o paywall, aconteceu uma coisa absurda, cresceu a audiência", disse. exemplo, bate recordes de audiência desde que implementou o paywall. "Maio foi o pico da história, com o impeachment (da presidente Dilma Rousseff). Mas mesmo em períodos mais tranquilos, como agora, a audiência de outubro de 2016 é maior do que a de qualquer outro outubro", disse Bussab.

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