sexta-feira, 23 de junho de 2017

Alô correspondentes estrangeiros. Dá pra não sujar ainda mais o nome do Rio de Janeiro? Falô...










por Niko Bolontrin 

Apesar de tudo, o Rio ainda resiste entre os principais destinos turísticos do mundo, entra no ranking das cidades mais divertidas, mais bonitas etc.

Temos problemas, claro: assaltos, alagamentos, Sérgio Cabral, Eike Batista, Adriana Ancelmo, os cariocas elegeram Crivella, Picciani, os Bolsonaro, Romário, os BBBs quando acaba o reality vêm morar aqui, o Carnaval tá a perigo, o Maracanã quase inativo...

Reconhecemos a maré braba e o baixo astral.

Mas pedimos a quem não puder ajudar que não atrapalhe, faz favor.

Mesmo não sendo o Rio a capital do país, muitos correspondentes estrangeiros ainda têm aqui sua base. Isso já foi uma enorme vantagem e facilitou a divulgação e a visibilidade da cidade. O Rio se saiu bem ao sediar os últimos eventos internacionais, do Pan 2007 passando por Jornada Mundial da Juventude, Copa da Confederações, final da Copa do Mundo e até a Olimpíada. OK.

Foi bom enquanto durou.

Com o Brasil em parafuso e com o vendaval de corrupção e propina que varre a relação entre políticos e empresários, o golpe e a crise econômica, ter correspondentes como vizinhos deixou de ser vantagem.

Temer viaja e, na imprensa internacional, a repercussão da desastrada incursão internacional do ilegítimo e irrelevante, é relatada como originária do Rio de Janeiro. Se a cana dura enquadra o presidente, tá lá, Rio de Janeiro: Relatório da Polícia liga Temer a esquema de suborno. 

Se os Estados Unidos proíbem a entrada de carne brasileira no país, a reportagem dos correspondentes estrangeiros sobre o assunto é aberta com o indefectível Rio de Janeiro, que não tem nada com isso, pouco conhece de boi, não gosta de rodeio e só associa carne a churrasco na laje, Fátima Bernardes e Tony Ramos.

Isso só para citar duas matérias do New York Times de hoje. Porque rebelião de preso, lamaçal no Rio Doce, cracolândia paulista, zika vírus, E.T de Varginha, Helicoca e desmatamento na Amazônia, tudo sai lá fora com a marca Rio de Janeiro abrindo a reportagem.

Caros correspondentes, vocês não têm culpa da atual suruba política e econômica do Brasil. Mas o Rio já tem problemas demais para assumir as trapalhadas alheias. Enquanto não passar essa onda, dá para identificar suas matérias nacionais como originárias de Brasília?

É a nossa capital e, para ela, uma sujeira a mais nem chega a fazer diferença.

Os cariocas agradecem.

Brasil em Manchete: polícia procura ex-repórter da RedeTV que estaria escondida no Rio

Divulgação
por Ed Sá

Luana de Almeida Domingos, que usava o nome profissional de Luana Don era repórter do programa da RedeTV Superpop, entre 2012 e 2015.

Jornalista e advogada, ela é acusada de manter ligações com a facção criminosa PCC, da qual seria "menina de recados" dos líderes presos para os integrantes em ação nas ruas.

Segundo a polícia, ela deixou a carreira para se tornar informante da facção e é alvo hoje de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. E considerada foragida, estaria se escondendo no Rio. As informações são do site TV Foco.

Reprodução Instagram
Antes de sumir das redes sociais, Luana Don se apresentava no Facebook como “advogada por profissão e apresentadora por paixão” e informava que "estudou dramaturgia".

No Superpop, chegou a apresentar quadros como "Barraca do Beijo, “Na Moita” e "Desafio Pop". em uma das suas reportagens de maior repercussão, a apresentadora mostrou como funcionava uma casa de swing.

Vídeos com matérias da ex-repórter ainda podem ser vistos no You Tube.

Luana costumava postar ensaios sensuais nas redes sociais.



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Watergate 45 anos. E o que há de novo no front do jornalismo investigativo

Carl Berstein e Bob Woodward: a dupla de repórteres do Washington Post/Reprodução

Há 45 anos, um caso explosivo dominava a mídia: Watergate. Entre 17 de junho de 1972 e 9 de agosto de 1974, jornais, revistas, rádios e TV embarcaram na pauta do que foi considerado o maior escândalo político do século XX e que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon e ao indiciamento de parte d seu staff.

O escândalo foi detonado a partir de uma invasão à sede do Partido Democrático, no complexo Watergate, por cinco homens ligados ao comitê de reeleição de Nixon. Os invasores foram flagrados e presos ao instalar microfones nos escritórios dos democratas.

A Casa Branca negava envolvimento, mas o Washington Post, através dos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, conseguiu que alguns colaboradores começassem a falar. Uma fonte decisiva e anônima, apelidada de "Deep Throat", deu o fio condutor para desmascarar a operação ilegal de Nixon. Ao mexer no vespeiro, outros jornais descobriram outros crimes do presidente americano, como uso de dinheiro público para fins pessoais.

Só em 2005 foi revelado o nome do "Garganta Profunda": era o agente do FBI Mark Felt, que morreu em 2008.

Visto a partir de hoje, do ponto de vista operacional, o Caso Watergate é quase banal.

A espionagem contra empresas, partidos e pessoas se intensificou, virou prática de Estado, como bem demonstram sucessivos vazamentos divulgados pelo Wikileaks. Agentes não mais precisam se deslocar ao local do crime. Existem softs quase impossíveis de detecção que monitoram celulares, agendas, deslocamentos, sites visitados e até acionam a câmera do aparelho do próprio alvo, que nem percebe que está sendo gravado e filmado.

Para os espiões sofisticados da atualidade, os agentes de Nixon estavam no nível da Loucademia de Polícia.

O trabalho de Bob Woodward e Carl Bernstein virou referência de jornalismo investigativo, expressão que não era adotada na época. O jornalismo de dados, uma ferramenta indispensável hoje na apuração de escândalos, era ficção ainda, assim como o Google. Woodward e Bernstein usavam bloquinhos e gastavam solas de sapatos.

É sintomático que grandes escândalos internacionais, como o da espionagem massiva e institucional citada, sejam atualmente revelados principalmente pelo jornalismo investigativo de sites e jornalistas independentes e não por grande veículos, muitos agora de propriedade de gigantes do mercado financeiro ou de holdings de grandes corporações.

Bernstein e Woodward ganharam os principais prêmios de jornalismo da época, incluindo o Pulitzer.

E olha que os critérios de premiação eram bem mais rígidos.

Nada que se assemelhasse, por exemplo, ao estranho prêmio por "furo de reportagem em coberturas ao vivo" que um canal brasileiro recebeu recentemente por apenas ter sido o veículo através do qual foi vazada por autoridade uma das gravações ilegais no embalo da Lava Jato.

Depois de sete anos de batalha jurídica, site de humor Falha de S. Paulo vence a censura que a Folha de São Paulo queria perpétua




O Superior Tribunal de Justiça deu ganho de causa ao site de humor Falha de S. Paulo, criado pelos irmãos Lino e Mario Bochini, que satirizava o noticiário da Folha de S. Paulo. O tribunal caracterizou a proibição do site pedida pela Folha como um tentativa de censura.

A informação foi publicada pelo jornalista Laura Jardim, do Globo.

Incomodada com a sátira, a Folha de São Paulo reagiu, em 2010, com uma liminar para tirar do ar a Falha de São Paulo e pedir indenização aos autores, alegando suposto uso da marca. O argumento que tentava disfarçar a censura, foi afinal negado pelo STJ. Foram sete anos de luta por parte dos irmãos Bochini, que não tinham dinheiro para mandar os seus advogados acompanharem todas as sessões da disputa contra o poderoso jornalão.

O Falha de São Paulo é uma sátira, uma claríssima paródia.  O maior risco, caso a Justiça não houvesse reconhecido isso, seria a jurisprudência firmada a partir da censura. A Folha de São Paulo não estaria atingindo apenas o Falha mas diretamente golpeando a liberdade de expressão.

Tardou mas valeu a pena a batalha que durou sete anos contra a recaída obscurantista da Folha, que, a propósito, tem no seu DNA íntima e histórica colaboração com a ditadura militar.

Fica a dúvida: ao reivindicar a volta da tesoura, a Folha de S. Paulo estava tentando concorrer com o satírico Falha de S. Paulo ?

É que não deixa ser irônico um meio de comunicação pedir censura.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Em Portugal e no Brasil, bombeiros usam as redes sociais para relatar seus dramas em fotos e vídeo



Tragédia portuguesa, conflito brasileiro. Em dois episódios, nessa semana, bombeiros utilizaram as redes sociais para relatar seus dramas. As fotos acima, postadas pelo português Pedro Brás, que combatia o incêndio florestal em Portugal que deixou dezenas de vítimas, viralizaram na internet.
No Rio, na conflagrada Favela da Maré, traficantes armados, os donos do pedaço, receberam a polícia que cumpria mandados de prisão com fuzis, como sempre. E provocaram um incêndio em CIEP.  Os bombeiros só puderam chegar ao local com apoio de blindados. Mesmo assim, foram encurralados pelos bandidos. O bombeiro carioca Silvio Oliveira postou no You Tube um vídeo que é um dramático registro da guerra nos enclaves do Rio dominados por bandidos.



CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO DA GUERRA CARIOCA NA FAVELA DA MARÉ

Escritor angolano José Eduardo Agualusa, colunista do Globo, ganha prêmio literário em Dublin. Com o valor da premiação, ele quer construir uma biblioteca pública em Moçambique




O livro "Teoria Geral do Esquecimento", do escritor angolano José Eduardo Agualusa, editado no Brasil pela Foz, ganhou o Prêmio Literário Internacional de Dublin.
Com o valor da premiação, € 100 mil (dos quais 25 mil irão para o tradutor da obra para o inglês) o romancista, que é colunista do Segundo Caderno do Globo, pretende construir um biblioteca em Moçambique, onde mora atualmente. "O que realmente precisamos é uma biblioteca pública, porque as pessoas não têm acesso a livros, então, se eu puder fazer algo para ajudar, será ótimo. Nós já encontramos um lugar e eu posso colocar minha própria biblioteca pessoal lá e abri-lo para as pessoas da ilha. Tem sido um sonho há muito tempo", disse ele ao Guardian. O prêmio, aliás, tem uma característica bem próxima do sonho de Agualusa: é escolhido por bibliotecários de todo o mundo.
"Teoria Geral do Esquecimento", ambientado na Angola de 1975, conta a história de uma mulher que ergue uma parede que separa seu apartamento do resto do prédio e, isolada, acompanha durante 28 anos as transformações do país apenas através da janela, de um rádio e de pedaços de conversas que ouve através das paredes.
PARA LER A MATÉRIA COMPLETA NO THE GUARDIAN, CLIQUE AQUI

Isis Valverde ganha processo contra a revista Playboy

Isis Valverde durante a gravação
de uma cena da novela Paraíso Tropical, em 2007,
nos Arcos da Lapa.
Foto: Divulgação TV Globo
por Clara S. Britto
Em 2007, durante uma gravação da novela Paraíso Tropical, nos Arcos da Lapa, no Rio, um fotógrafo flagrou os seios de Isis Valverde. A Playboy publicou a foto na edição de junho daquele ano, sob o título “Isis Valverde, no Rio, dá adeusinho e deixa escapar cartão de boas-vindas", e a atriz processou a revista.
A causa está no STJ, que acaba de decidir que a Editora Abril, na época detentora do título, deverá indenizar Isis em R$ 40 mil (corrigido, o valor ultrapassa 100 mil reais), além de quantia a ser calculada para cobrir danos materiais.
A defesa da atriz argumentou que a foto foi publicada sem autorização e o STF entendeu que "ficou demonstrado o abuso na divulgação e o mau uso da comunicação pela revista", considerou que a cena em questão não envolvia nudez e, apesar disso, o fotógrafo se posicionou em um determinado ângulo para "flagrar suas partes íntimas". Além de condenar a imagem, a decisão registra que o texto era "difamatório".
Cabe recurso à Abril.


Do twitter de José Simão: Tony Ramos passa o rodo na imagem


terça-feira, 20 de junho de 2017

Salvador: repórter que apurava irregularidades em mercado público é agredida por feirante


Ao apurar uma denúncia de que funcionários do Mercado de São Joaquim, em Salvador, cobram valores não tabelados para abrir o banheiro aos clientes, Ticiane Bicelli, da TV Aratu (SBT) foi ameaçada e em seguida agredida por uma feirante. A repórter reagiu. Outras pessoas se envolveram e, na confusão, a jornalista e o cinegrafista Liberato Santana sofreram lesões, além de danos ao equipamento. O caso foi parar na delegacia. VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

DE WASHINGTON DC A CURITIBA: 50 anos depois, a volta do “poder da flor”

A famosa foto de Marc Riboud, da Magnum, na Marcha sobre o Pentágono, Washington, 1967

Em Curitiba, hoje: o gesto reencenado. A foto é de Rodrigo Fonseca

Foto de Rodrigo Fonseca publicada no G1.

Foto: Giuliano Gomes/PR Press) publicada no Paraná RPC

Por Roberto Muggiati

Os agitados anos 1960 foram marcados por fotos icônicas que registraram os momentos históricos mais intensos da “década que quis mudar tudo”. . . e quase o conseguiu. Um exemplo é a imagem captada por Marc Riboud, da agência Magnum, na Marcha sobre o Pentágono, em 1967, admiravelmente narrada pelo clássico do jornalismo literário, Os degraus do Pentágono, de Norman Mailer.

Na foto, Jan Rose Kasmir, confronta a Guarda Nacional do lado de fora do Pentágono com uma flor nas mãos durante uma marcha contrária à Guerra do Vietnã em 1967. Esse ato ajudou a colocar a opinião pública em desfavor da intervenção dos Estados Unidos no Vietnã.

Agora, meio século depois, o gesto foi reencenado em Curitiba, durante uma manifestação de servidores, nesta terça-feira, 20 de junho, contra a votação do “pacotaço fiscal” na Câmara Municipal. Uma servidora não identificada foi fotografada por Rodrigo Fonseca. A diferença está em que, em matéria de truculência, a máquina de repressão paranaense deu um banho na Guarda Nacional americana. Desceu a borracha em cima de professores idosos e brindou com uma verdadeira “lava-jato” de gás pimenta pacatos servidores que foram apenas – totalmente desarmados – implorar por seus direitos. As fotos dizem tudo.

Turista acidental: Temer reinventa a máquina do tempo e vai visitar a "República Socialista Soviética da Rússia" e é recebido por Leonid Brezhnev




Temer desembarca na "República Socialista Federativa Soviética da Rússia". Foto Agência Brasil.
Leonid Brezhnev, estadista soviético, acena para Temer
e comitiva ao receber os brasileiros no aeroporto, em Moscou.


por O.V.Pochê 

Temer e outros citados em delações como envolvidos em corrupção estão na Rússia. Representando o Brasil. Só isso aí já é um absurdo. Alguns dos viajantes já deviam ter os passaportes entregues à PF.

Mas a "presidência da república", assim mesmo, em minúsculas e entre aspas, resolveu dar mais uma contribuição ao surrealismo nacional e informou ao mundo, oficialmente, ontem, que Temer estava de partida para a "República Socialista Federativa Soviética da Rússia". A informação foi publicada no site oficial, mas à maneira de Stálin, que mandava retocar fotos para corrigir o passado, o post foi devidamente apagado. Sorte que muitos internautas reproduziram e compartilharam a дерьмо (*) monumental.

O ilegítimo lançou há tempos um pretensioso programa a que deu o nome de "Ponte para o Futuro". A julgar pelo nível geopolítico do seu staff vai lançar agora o "Ponte para a Escola".

Sem saber nem o nome do país para onde seguiu, a comitiva assim desinformada estaria tentando marcar reuniões bilaterais com os líderes soviéticos Nikita Khrushchev, Leonid Brezhnev e Kostantin Chernenko.

Dizem que os representantes do Brasil estavam ansiosos para encontrar fora da agenda Mikahail Gorbachev, um comunista a quem admiram e com quem gostariam de fazer uma selfie.

Segundo um fonte ligada a um assessor de um megaempresário do setor de proteínas, Temer iria tentar parcerias comerciais. Ele estaria muito interessado em importar carros Lada e Niva. Já o ministro das "relações exteriores", Aloysio Nunes, tinha preocupações mais ligadas à Guerra Fria e se comprometeu com a embaixada americana a repreender a República Socialista Federativa Soviética da Rússia por instalar bases de mísseis em Cuba.

Outras reivindicações do ministro recomendada por seus tutores são insistir junto a Moscou para que liberte o piloto Francis Gary Power, que caiu de paraquedas em território soviético quando seu avião-espião U2 foi abatido e pedir "energicamente" que Moscou ponha abaixo o Muro de Berlim.

A comitiva também pretendia visitar a sede KGB, que considera deter know how que interessa à Abin, como, por exemplo, tecnologia para evitar gravações de reuniões no Jaburu. Assessores militares da comitiva queriam saber mais detalhes do Pacto de Varsóvia e demonstraram interesse em ter algo semelhante na América do Sul.

Em um item mais ameno da viagem e em tempo de Copa das Confederações, Temer gostaria de visitar o famoso goleiro Lev Yashin, que jogou contra o Brasil em 1958, e o cosmonauta Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar pelo espaço.

Segundo os correspondentes que acompanham a cúpula da República Friboi itinerante a viagem será muito produtiva. E os soviéticos estão receptivos e amáveis.

O clima está tão bom que um pequeno incidente foi perfeitamente contornado. Foi quando um diplomata soviético querendo agradar a comitiva perguntou como estão e porque não faziam parte da comitiva os tovarichs  Loures, Joesley, coronel João Batista Lima e Geddel, do politburo do Planalto.

(*) Merda, em russo

domingo, 18 de junho de 2017

Torcedora dá em cima de jornalista... "Que buen macho!"


por Ed Sá 

Um repórter da Fox Sports, do México, fazia uma entrada ao vivo, antes do jogo Portugal 2 X 2 México, em Kazan, Rússia, pela Copa das Confederações, quando foi assediado na boa por uma torcedora mais empolgada. Na cena, o repórter Rubén Rodriguez fica meio sem jeito com a cantada e ainda é trolado depois pela sua equipe. Ao ouvir que ele é mexicano, a russa , disparou:
- “Mexican? Que buen Macho!”
VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Essa carne é de segunda! No açougue de Joesley... É a capa da revista Piauí

A capa da Piauí desse mês é um recriação a partir de...

...outra publicada em maio de 2016. No espaço de tempo entre as duas o ilegítimo apodreceu e foi levado pro açougue de Joesley.

Crivella faz cruzada contra o samba: Fundamentalismo administrativo pode acabar com 50 mil empregos

Autor de um estudo sobre a Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval, o economista e pesquisador Luiz Carlos Prestes Filho publicou no Globo, ontem, artigo sobre um importante ângulo do Carnaval carioca que o prefeito e 'bispo' Crivella, que dá sinais explícitos de que despreza o evento, desconhece: a capacidade de as Escolas de samba gerarem milhares de empregos ao longo do ano.
Leia, abaixo, o artigo de Luiz Carlos Prestes Filho.

-----------------------------------------

Crivella passará, o carnaval fica

Corte provocará demissão de quase 50 mil serralheiros, laminadores, ferreiros, costureiras, bordadeiras, coreógrafos, designers, pintores, entre outros profissionais


por Luiz Carlos Prestes Filho, O Globo

‘Que lucra o povo com o carnaval? É lamentável erro estimular em nome do poder público, e à custa de seus cofres, as mais reprováveis manifestações de incultura, licença, luxúria e corrupção, vividas no carnaval. Todos conhecem o grande número de crimes contra a honra, contra os costumes e contra a vida que, infelizmente, se verificam durante as festas carnavalescas”.

As palavras acima perecem ser do prefeito Marcelo Crivella. Não são. Foi o vereador paulistano Camilo Aschar que proferiu as mesmas em 31 de janeiro de 1949. Mas bem que o atual mandatário do Rio de Janeiro poderia copiar e colar este texto para justificar a sua decisão de romper com a tradição de apoio ao carnaval carioca, estabelecida pelo poder público desde 1935, ano em que o prefeito Pedro Ernesto oficializou os desfiles das escolas de samba.

O carnaval de 2017 foi o primeiro em que o poder municipal não entregou as chaves da cidade para o Rei Momo e não contou com a presença do prefeito na abertura dos desfiles das escolas de samba. Agora, ele anuncia que realizará cortes de 50% nos investimentos elementares do evento que mais atrai turistas para uma cidade no mundo. Sim, o carnaval — comparativamente — é maior do que a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos.

Por que o prefeito entra em confronto aberto com 94 escolas de samba, que levam cem mil artistas populares para desfilar na Marquês de Sapucaí, Centro, e na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho? Será que já não basta o abandono em que vivem essas comunidades que não contam com centros culturais, museus, livrarias, salas de teatro e cinemas? Agora, a prefeitura inicia uma cruzada para eliminar as quadras das escolas de samba, que têm nos desfiles carnavalescos o motor motivador das suas atividades. São nas quadras que acontecem batizados, festas de 15 anos, casamentos, cursos profissionalizantes, atividades religiosas e esportivas, cursos de dança e canto — sem falar das reuniões de mobilização das próprias comunidades.

Com certeza, ao realizar o corte anunciado, o prefeito estará diminuindo a potência do atendimento à população excluída. O dinheiro economizado nunca será suficiente para resolver o passivo de investimentos da Secretaria municipal de Educação. Esta afirmação é pura retórica. A festa carioca gera 200 mil empregos diretos e indiretos, conforme o estudo “Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval”, que coordenei em parceria com o Sebrae e a Associação Comercial do Rio de Janeiro. O corte anunciado provocará a demissão de quase 50 mil serralheiros, laminadores, ferreiros, costureiras, bordadeiras, coreógrafos, designers, pintores, entre tantos outros profissionais que trabalham nos barracões onde produzem fantasias e carros alegóricos.

O professor Carlos Lessa, que já foi reitor da UFRJ e presidente do BNDES, reconhece na gestão social do carnaval algo espetacular. Pois esta, além de levar para os desfiles milhares de excluídos socialmente, demonstra que o povo estruturou sua própria forma de organização. Ao constatar que nenhum partido político, associação ou sindicato o representa, assim como — também — nenhum governo municipal, estadual ou federal, o povo criou sua própria forma de manifestação dos seus sonhos, desejos e realizações.

Penso que o povo excluído está certo. Pois Crivella passará, mas o carnaval fica.

Mineirinho, Cara de Cavalo, Tião Medonho, Lúcio Flávio, Escadinha, Orlando Jogador, Uê, Marcola... todo mundo caiu pra segundona...


Rússia: Copa das Confederações 2017 sem Brasil mas com brasileiros

Pelé com os presidentes Infantini, da Fifa, e Putin, da Rússia. Foto Getty Images/Fifa


Arena Zenit, São Petersburgo. Foto Getty Images/Fifa

Foto Getty Images/Fifa

Em disputa de bola com Poloz, o neozelandês Smith fez gol contra que abriu a vitória da Ríssia por 2 X 0
Foto Getty Images/Fifa

Com estádios prontos e torcida mobilizada, a Rússia abre a agenda da Copa 2018 com os jogos da Copa das Confederações 2017. Brasil, que deu vexame na Copa América de 2015, ainda como consequência do trauma do amarelão nos 7x1 de 2014, ficou de fora. A América do Sul é representada pelo Chile.
O brasileiro Guilherme, naturalizado russo,
é goleiro reserva da seleção da Rússia. Reprodução/Fifa
Mas ontem, na festa de abertura do jogo inaugural, Rússia 2 X 0 Nova Zelândia, o Brasil foi brevemente lembrado. Como convidado de honra, Pelé estava ao lado dos anfitriões, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da FIFA, Gianni Infantino.  No banco de reservas da seleção russa, outra discreta presença do Brasil: o jogador Guilherme, mineiro de Cataguazes, há 10 anos no país e naturalizado russo desde o ano passado. Goleiro reserva, ele é o primeiro jogador naturalizado a integrar uma seleção russa. Veste um camisa que ja foi defendida por um dos maiores goleiros de todos os tempos, a lenda Lev Yashin.

Dia Nacional de Mobilização prepara nesta terça-feira, dia 20, a GREVE GERAL que vai parar o Brasil no dia 30 de junho

Reprodução/ Facebook

Está marcado para a próxima terça-feira, 20, o "Dia Nacional de Mobilização contra as reformas da Previdência e Trabalhista" (panfletagem, diálogo com a população e protestos nas ruas durante a tarde) como preparação para a Greve Geral do dia 30 contra os projetos de reforma que atacam os direitos da classe trabalhadora.
Pesquisa CUT/VOX Populi apurou que mais de 50% dos brasileiros acham que Greve Geral de 28 de abril de 2017 (com adesão de 40 milhões de pessoas) foi importante porque parou o Brasil e mostrou para os deputados e senadores que os trabalhadores são contra as reformas da Previdência e Trabalhista.


Unidade e luta em defesa dos direitos – 
Nota conjunta das centrais sindicais 
sobre a Greve Geral em 30 de junho


As centrais sindicais, (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e A Pública- Central do Servidor), convocam todas as suas bases para o calendário de luta e indicam uma nova GREVE GERAL dia 30 de junho.

As centrais sindicais irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada e pelo #ForaTemer.

Dentro do calendário de luta, as centrais também convocam para o dia 20 de junho – O Esquenta Greve Geral, um dia de mobilização nacional pela convocação da greve geral.

Ficou definido também a produção de jornal unificado para a ampla mobilização da sociedade. E ficou agendada nova reunião para organização da greve geral para o dia 07 de junho de 2017, às 10h na sede do DIEESE.

Agenda

– 06 a 23 de junho: Convocação de plenárias, assembleias e reuniões, em todo o Brasil, para a construção da GREVE GERAL.

– Dia 20 de junho: Esquenta greve geral com atos e panfletagens das centrais sindicais;

– 30 de junho: GREVE GERAL.

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
Pública – Central do Servidor
UGT – União Geral dos Trabalhadores

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Mundo em Manchete - Vídeo impressionante no Daily Mail: a onda gigante que atingiu o surfista brasileiro Pedro Scooby,



O fato foi noticiado há algumas semanas. E o Daily Mail on Line divulga agora um vídeo da cena. O surfista brasileiro Pedro Scooby, casado com a atriz Luana Piovani, encara uma onda gigante na praia de Nazaré, em Portugal, é encoberto por toneladas e água e resgatado por um jet ski que, por sua vez, também é vencido pela onda.  Surfista e piloto do resgate saíram ilesos. VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Repórter passa a mão no peito de estudante e leva um tapa de troco...





por Jean-Paul Lagarride 

Jornalismo ao vivo. Alguns diriam que muito ao vivo.

Um repórter da BBC, Ben Brown, fazia uma entrevista quando tentou afastar uma mulher do ângulo da câmera. Só que ao fazer isso encheu a mão, literalmente, com o seio direito da dita cuja, identificada apenas como uma estudante.

Aparentemente, ele manteve a mão lá por alguns segundos a mais do que o suficiente. Ela se afasta mas a mão boba, ou nada boba, vai junto como se estivesse colada. A moça reagiu com um tapa no ombro do jornalista.

As redes sociais deitaram e rolaram no episódio. Uma espectadora notou que Brown olhou antes para a mulher e percebeu perfeitamente o alvo e em qual território macio sua mão ia pousar. E ele a deixa lá por breve e palpável instante.

"Como isso não é intencional?", perguntou ela em referência ao que o jornalista publicou no twitter ao afirmar que o seu o gesto foi "completamente não intencional".

"Eu assisti várias vezes", insistiu a internauta. "Você deu um bom aperto no peito da jovem".

A BBC não se manifestou, mas alguns funcionários da emissora revelaram ao The Guardian que não haveria qualquer advertência a Ben Brown porque a apalpada foi claramente "um acidente".

VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Fotografia - Manchete 65 anos - A Exposição Impossível-7

A capa  da Manchete Esportiva, que produziu um
reality show fotográfico com Pelé em 1959

O script da fotonovela foi assinado por Benedito Ruy Barbosa.
As fotos são de José Castro

A fotonovela tornou-se um reality show fotográfico porque os personagens,
incluindo o Pelé, claro, eram reais. Dondinho e D. Celeste, pais de Pelé, o técnico Lula, do Santos, a dona da pensão onde Pelé morou, Dona Raimunda, viveram seus próprios papeis. 

Manchete Esportiva recriou a chegada de Pelé ao Santos.
Na foto, com o técnico Lula e o pai, Dondinho. 

O craque, tímido, diante dos ídolos do Santos.

Tensão antes de entrar em campo. 
O primeiro "treino" no Santos, segundo a fotonovela
da Manchete Esportiva
Com os demais jogadores estáticos, em pose para a foto, Pelé "domina" a bola e faz... 

...o primeiro gol (recriado) em treino no Santos

Depois da consagração no Mundial da Suécia, a volta ao Brasil. 

Em Bauru, recebeu seu primeiro presente: uma Romisetta. 

O herói da primeira Copa conquistada pelo Brasil desfila nas ruas. 
O expediente da edição especial da Manchete Esportiva.
Em 1959, Pelé era o ídolo que a Copa da Suécia revelou e o mundo consagrou.

Manchete Esportiva lançou na edição 191 um fotonovela sobre a vida de Pelé. Em cerca de 170 fotos, a revista fez, na verdade, uma superprodução com personagens reais, a maioria - já que a infância de Pelé é interpretada por pequenos figurantes -, recriando momentos decisivos da trajetória do jogador, até então.

Hoje, a fotonovela "Sua Majestade Pelé" seria chamada de reality show fotográfico. Provavelmente pioneiro na fórmula.  Estão lá os pais, Dondinho e Celeste, o irmão, Zoca, o treinador do Santos, Lula, jogadores do time, na época etc. Também foi utilizado material de fotojornalismo no trecho que mostra a chegada ao Brasil após a Copa da Suécia e um desfile em carro aberto.

A sequência de fotos publicada aqui e reproduzida de um raro exemplar da edição especial da Manchete Esportiva faz ou fazia parte do acervo fotográfico da extinta Bloch Editores, hoje desaparecido.